Amadorismo ou desacerto entre meia e agentes? Confira as versões dos envolvidos no caso Escudero

A negociação pelo retorno do meia argentino Damián Escudero ao Vitória terminou sem acordo e com críticas sobre a condução do processo por ambas as partes. De um lado, o argentino se posicionou por meio de nota e afirmou ter havido “amadorismo” dos envolvidos na negociação. O clube respondeu e alegou ter havido desentendimento do próprio jogador com os seus representantes. Nesta quinta-feira, a Salvador Soccer, empresa responsável por conduzir a negociação por parte do argentino, deu sua versão sobre o assunto e criticou a atitude de Escudero.

Escudero não chegou com acordo e encerrou negociação com o Vitória — Foto: Maurícia da Matta / Divulgação / EC Vitória

Escudero não chegou com acordo e encerrou negociação com o Vitória — Foto: Maurícia da Matta / Divulgação / EC Vitória

Diante de tantas versões, o GloboEsporte.com conversou com as partes envolvidas na negociação para tentar entender o que aconteceu. Como foram publicados na última quarta-feira os posicionamentos de Escudero e Vitória (leia aqui) sobre o assunto, a primeira fonte procurada nesta quinta foi a Salvador Soccer.

O que dizem os representantes de Escudero na negociação

Segundo a Salvador Soccer, as conversas entre Escudero e Vitória começaram em dezembro de 2018, quando o clube ofereceu R$ 35 mil de salário, além de um valor por produtividade por jogo. O texto diz que o atleta exigiu R$ 70 mil e, no primeiro momento, não houve acordo. Em janeiro, Escudero teria reduzido a pedida salarial para R$ 50 mil, mas a contraproposta foi recusada pelo Vitória. Você pode conferir a íntegra da nota emitida pela Salvador Soccer no fim desta reportagem.

Em fevereiro, a empresa afirma que, “quando o atleta não tinha mais clubes interessados, o agente José Luiz Galante (que o atleta nos informou não ser o seu agente, pois não tinha qualquer contrato assinado com o mesmo), informou que ele aceitaria a proposta de R$ 35 mil”. Só que, para firmar o contrato, o Vitória exigiu que Escudero fizesse uma espécie de pré-temporada: ele treinaria 30 dias na Toca do Leão , sem qualquer custo para o clube.

A Salvador Soccer continua e diz que Escudero decidiu vir a Salvador ciente da proposta do Vitória e passou um total de 45 dias hospedado na cidade, com todos os custos bancados integralmente pela empresa. Segundo a nota, o atleta teria arcado apenas com gastos de alimentação e transporte. O argentino acabou passando um tempo maior que o previsto inicialmente, porque sentiu um problema na lombar que atrasou a sua recuperação em 15 dias.

Na última segunda-feira, houve, então, uma reunião entre o Vitória e representantes de Escudero, na qual o clube apresentou a proposta de R$ 35 mil mensais, além de R$ 2 mil de produtividade por jogo, sem luvas e com cláusula de rescisão de R$ 1,5 milhão. Escudero, então, teria aceitado a oferta, mas teria rejeitado a cláusula de multa em caso de rescisão. Um dia depois, segundo a empresa, o atleta teria pedido para conversar pessoalmente com o presidente do Vitória, Ricardo David, e teria aceitado os termos da cláusula de rescisão. Em contrapartida, o jogador queria luvas no valor de R$ 50 mil.

A nota diz que o Vitória aceitou o pedido do meia, mas precisava viabilizá-lo com um patrocinador pontual, o que não conseguiu. Por conta disso, a Salvador Soccer informou a Escudero que abriria mão da comissão de R$ 22 mil, que seriam então pagos ao jogador, para que ele pudesse assinar o contrato. Escudero teria concordado. Contudo, na última quinta, ao chegar ao Barradão para assinar contrato, o jogador não teria gostado de saber que o clube só tinha condições de pagar a comissão em duas parcelas “e, por conta própria, se retirou da sala”.

A Salvador Soccer afirma que Escudero teve uma “atitude desrespeitosa e antiprofissional, quer colocar a culpa do seu insucesso no negócio no clube e nos intermediários”.

Escudero passou 45 dias em Salvador — Foto: Maurícia da Matta / Divulgação / EC Vitória

Escudero passou 45 dias em Salvador — Foto: Maurícia da Matta / Divulgação / EC Vitória

O que diz o Vitória

O Vitória confirma o relato feito pela Salvador Soccer. Em contato com o GloboEsporte.com, o presidente Ricardo David afirma que presenciou a discordância entre Escudero e os seus representantes.

– Essa discordância direta aconteceu na minha sala. Eu vi, acompanhei, tentei apaziguar. Havia um problema entre eles o tempo inteiro. Foi o que eu disse. Ele não aceitou porque havia uma divergência entre eles. Ele até disse que aquilo estava fazendo mal a ele. Eu até peguei ele depois: “O que está em jogo é a relação sua com o Vitória. A relação com o empresário você depois pensa. O que está aqui é um clube que te acolheu, que tem toda a sua história, que está te dando essa oportunidade, que eu tenho certeza que você vai retribuir”. Tratei ele com o máximo de respeito, mas ele dizia “Não… Com essa gente não tem…” e aí começou a ofender. Eu sei que ele saiu da minha sala, me agradeceu, saiu. Eu liguei para o empresário, que disse que ele estava errado e que ia atrás dele. Quando ele emitiu aquela nota no Instagram dele, eu fiquei extremamente surpreso – diz David.

O presidente garante que não modificou a proposta apresentada ao jogador: David afirma que apresentou, em dezembro de 2018 e na presente negociação, a mesma oferta a Escudero.

– O clube que o acolheu, a proposta de contrato que está aqui na minha mão assinada, exatamente igual à proposta que nós mandamos em dezembro para ele. Um atleta que, na época, tinha um ano e três meses de inatividade, não tem jeito. Um atleta profissional com esse tempo não tem condições de rendimento em curto espaço de tempo. E outra: a gente precisava saber o porquê. Por que um atleta fica um ano e três meses sem ter uma lesão muito grave? É preciso saber o que passa pela cabeça desse atleta, o risco é muito alto. Eu não poderia jamais assumir, pelo Vitória, de correr um risco desse, se não fosse por um contrato de produtividade. E foi aquilo que o empresário fez… O relato dele é perfeito.

Ricardo David garante que fez tudo que foi possível para a contratação do argentino e lamenta que não tenha conseguido o patrocínio pontual para viabilizar o reforço.

Ricardo David explica negociação envolvendo Escudero — Foto: Raphael Carneiro

Ricardo David explica negociação envolvendo Escudero — Foto: Raphael Carneiro

– Quando Escudero veio para cá, ele sabia qual era a nossa proposta, sabia qual era o modelo de contrato. Fizemos contratos deste, muito parecidos com Neto, com Victor, tudo resolvido rapidamente, sem nenhum problema. […] E apareceu de última hora uma multa, que não tinha em nenhum momento, a todo momento, nunca foi colocado. Então isso surgiu. E tentamos, ainda assim, viabilizar, equacionar, tentar um patrocínio pontual, o que é comum. Às vezes alguns clubes… Até o nosso rival fez isso, buscar um patrocinador, um parceiro, para poder viabilizar um atleta. E nós fizemos esse esforço pela vontade que nós tínhamos de tê-lo. Mas, infelizmente, em um tempo muito curto, nós estamos buscando esse patrocinador, obviamente, para a gente. E ele presenciou, viu todo o esforço do Vitória. Foi tratado com muito respeito, muita competência por toda a equipe, a pedido meu. Eu fiz para toda a equipe esse pedido, conversei com o Tencati, tivemos todo o cuidado na avaliação dele. Tudo isso foi feito. De nossa parte, tudo foi feito.

Ricardo David lamentou a atitude de Escudero, quem acredita ter um “problema de ordem psicológica”.

– É um atleta que tem, hoje, até um problema de ordem psicológica. Precisa de um suporte psicológico para voltar a ser o Escudero que a gente conhece. Infelizmente, ele teve uma atitude dessa, que eu considerei assim muito injusta com a postura do Vitória. Eu, em todo momento, agi em nome do clube, porque acredito que o clube é maior do que todos nós. O clube é maior do que ele, maior do que qualquer um. Em momento algum o Vitória mudou essa postura.

Por fim, o presidente se mostrou triste com o desfecho das negociações.

– Eu fiquei muito triste, manifestei isso para ele aqui, no dia. Fizemos todo o esforço. Nós queríamos ele, queríamos dar essa oportunidade a ele. Eu tenho dúvidas, hoje, se seria realmente, da forma como está a cabeça dele, eu não sei, hoje, pela atitude que ele tomou, não sei mais se ele seria uma boa para o Vitória. Com essa postura do atleta que a gente conheceu. Eu queria ter dado a oportunidade a ele, ele seria tratado com os cuidados da equipe médica que o avaliou, o fisiologista recomendou isso, que ele precisava de uma atenção especial. Um atleta com muito tempo de inatividade, é normal, há uma propensão a lesão, então ele precisava ter esse cuidado. Eu já tinha referido à equipe que tivesse muito cuidado com ele. Uma certa aceitação e uma certa decepção. Me decepcionei muito com ele, pelo fato de que não houve reciprocidade dele. Não falo a mim, mas em relação ao Vitória. Me decepcionei muito com a atitude dele.

O que diz José Luiz Galante

Citado pela Salvador Soccer, o empresário José Luiz Galante também foi ouvido pelo GloboEsporte.com. Ele explica que não representa mais o argentino, mas tem autorização exclusiva para negociações que o envolvam em clubes do Brasil. Segundo Galante, essa autorização foi passada para Rafael Carvalho, um dos membros da Salvador Soccer, porque não quis se envolver nas tratativas.

– Não. Não participei de nada. Sempre falei para o Escudero como amigo, não empresário. Como empresário, não tinha negócio. Nem liguei. O que ele queria era jogar no Vitória, mas a diretoria foi leviana com um jogador que é ídolo. Não entendo o motivo. […] Eu vou ser sincero. Comigo não houve desacerto, porque eu nem participei. Eu, desde o começo, não fui a Salvador. O presidente do Vitória está aí, você pode perguntar. Eu nunca nem falei com ele neste período, não falei com ninguém do Vitória, não participei de nenhuma negociação, nem de valores nem nada. Comigo não houve desacordo nenhum. Eu sei que, no domingo, o negócio estava para fechar, porque o presidente tinha topado dar um valor na mão do Escudero, um negócio assim. Eu também não sei os valores exatos, se eu falar estou mentindo. E sei que, na terça, Escudero me falou que não ia ficar, porque tinha dado um problema, não era o que eles tinham combinado com ele, que estavam sacaneando ele. Eu falei para ele fazer o que achava melhor. Um jogador com a experiência dele tem que fazer o que ele acha melhor para ele. Não adianta eu falar nada. Foi isso que aconteceu.

Sem querer falar sobre valores, Galante afirma que, quando decidiu ir ao Vitória, Escudero não foi informado de que receberia R$ 35 mil caso fosse aprovado nas avaliações.

– Eu acho deselegante falar de valores. Se você acompanhar a minha trajetória, eu nunca falei de valores, porque eu acho que valores interessam somente ao jogador, ao clube e ao empresário. Não vou dizer que a cronologia está errada ou certa por causa dos valores. Mas o Escudero nunca disse que jogava por R$ 35 mil. E, quando ele veio para fazer esse período, que teoricamente era para ver se clinicamente ele estava bem, também nunca foi dito para ele que ele tinha que aceitar R$ 35 mil, senão ele não tinha vindo. Eu conheço o Escudero – assegura.

Diante dos termos, Galante afirma que foi contrário à negociação.

– Eu nunca, em nenhum momento, falei que o Escudero aceitava nem R$ 30 [mil] nem R$ 50 [mil] nem R$ 100 [mil], nem R$ 200 [mil]. Eu sempre disse que R$ 35 mil era muito baixo, que era um valor que o Escudero tinha que pagar para morar aí. Que parece mentira, mas você tira aí 27,5%, põe aluguel de casa, três filhos que ele tem… Não paga os colégios. Cada um leva a vida com seu bolso, né? Esse é um outro ponto. Segundo que ele só teve contato com o Escudero graças a mim, o Rafael. Fui eu que liguei para o Escudero para falar para ele para pôr o Rafael para falar, porque eu realmente achava um negócio desgastante. Eu fui contra o Escudero vir. Mas ele quis vir, problema dele. Ele que tem que resolver. O Escudero tem 30 e poucos anos, não precisa de mim para resolver a vida dele. Então acho que os pontos são esses.

Para o empresário, a diretoria do Vitória é a principal responsável pelo desfecho da negociação.

– O presidente estava sempre ocupado para atendê-lo. Ele estava treinando com bola há quinze dias. Acho que houve uma má vontade do Vitória, mas não tem problema. O Vitória sabe o que tem que fazer. […] Culpado? É o Vitória, que não quis o jogador. Se quisesse, teria ficado, porque o Vitória não quis.

Escudero fala em amadorismo das partes envolvidas na negociação — Foto: Maurícia da Matta / Divulgação / EC Vitória

Escudero fala em amadorismo das partes envolvidas na negociação — Foto: Maurícia da Matta / Divulgação / EC Vitória

E o que diz Escudero?

O GloboEsporte.com tentou contato Escudero através da sua assessoria de comunicação, mas o argentino não foi encontrado. Em nota divulgada na última quarta (veja aqui a íntegra), o meia disse que teve “a maior paciência do mundo para tentar chegar a um acordo”, mas o presidente Ricardo David apresentou uma proposta abaixo do esperado. O argentino diz que com o contrato apresentado “teria que tirar dinheiro do bolso para viver”.

Escudero garante que está bem fisicamente e que os “os relatórios médicos, da parte fisiológica e da comissão foram positivos”. O argentino também falou em “amadorismo” das partes envolvidas na negociação.

– O Rafael Carvalho (que estava fazendo a intermediação) me enviou uma mensagem falando que o presidente já tinha o contrato na mesa e que era para eu ir no Barradão assinar. Fui no clube e quando cheguei lá, o acerto era diferente do qual Rafael tinha me passado. Então isso aí foi a gota d’água que acabou por eu tomar a decisão de não ficar no Vitória.

Na nota, Escudero garante que o dinheiro não foi o que motivou o fim das negociações.

– Quero que fique bem claro que não foi dinheiro o problema e sim muito amadorismo das partes envolvidas para fechar uma negociação que era muito simples sempre desde que todos nós falássemos a mesma língua (português).

Por fim, o meia diz que queria ficar no clube, mas que se sentiu sendo tratado como um moleque.

– Eu estou saindo triste, mas sabendo que vou ver a minha família que amo muito e que sempre estão do meu lado mesmo estando longe. Eles sabem do sacrifício que eu fiz para ficar no Vitória, mas que infelizmente não deu certo.

Confira a íntegra da nota emitida pela Salvador Soccer

"Nota de Esclarecimento:

Gostaríamos de esclarecer que o negócio entre Escudero e Vitória foi, desde o mês de dezembro/2018, conduzido pela nossa empresa. Inicialmente, o clube ofereceu 35 mil reais de salário mais produtividade por jogo e o atleta exigia 70 mil reais.

Não houve acordo.

No final de janeiro/2019, o atleta reduziu a pedida salarial para 50 mil reais mensais, mas o clube rejeitou a proposta e manteve os 35 mil reais mensais mais produtividade por jogo como proposta.

Também não houve acordo.

Em fevereiro/2019, quando o atleta não tinha mais clubes interessados, o agente José Luiz Galante (que o atleta nos informou não ser o seu agente, pois não tinha qualquer contrato assinado com o mesmo) nos informou que ele aceitaria a proposta de 35 mil reais fixos mais produtividade por jogo.

Ocorre que, neste momento, o presidente do Vitória não teve interesse em contratar o jogador sem que, antes, ele fizesse uma espécie de pré-temporada, solicitando que o atleta passasse 30 dias fazendo treinos no clube, sem qualquer custo para o Vitória, para após ser apresentada a proposta de 35 mil reais fixos de salário mais uma produtividade.

O atleta chegou em Salvador num sábado, antes do carnaval, e passou um total de 45 dias hospedado no Hotel Mercure, com todos os custos bancados integralmente pela nossa empresa, apenas assumindo ele os custos com alimentação e transporte, já que ficou constatada uma lesão na lombar que atrasou a sua recuperação em 15 dias, lesão esta que o atleta escondeu da nossa empresa e do clube, nos pegando de surpresa!

Ressalte-se que o atleta tinha pleno e total conhecimento da proposta de 35 mil reais fixos mais produtividade, tanto ele quanto o agente José Luiz Galante, não sendo correto ele vir a público dizer que não sabia da proposta.

Após alguns adiamentos solicitados pelo clube, tivemos uma reunião na última segunda-feira na qual o clube apresentou a proposta que o atleta já tinha conhecimento, de 35 mil reais fixos mais 2 mil reais de produtividade por jogo, sem luvas e com cláusula de rescisão de 1,5 milhão de reais.

O atleta aceitou inicialmente a proposta salarial, mas rejeitou a cláusula de rescisão de 1,5 milhão de reais e queria que o clube reduzisse para Zero, ou seja, ele queria sair de graça a qualquer momento, algo que Chico Salles afirmou expressamente não concordar!

Saímos do Barradao 23h, sem consenso, Escudero nos disse que iria “pensar”.

Na terça-feira, o atleta nos pediu para conversar pessoalmente com o presidente antes de termos uma reunião, algo que não nos opomos.

Após a reunião dele com o presidente, ficamos sabendo que o atleta havia aceitado a proposta com a cláusula de rescisão de 1,5 milhões de reais, mas agora queria Luvas de 50 mil reais!

Ou seja, ele alterou a pedida sem nos consultar antes!

Presidente aceitou o pedido e tentou viabilizar com propostas de Marketing, chamando o diretor de Marketing, Anderson Nunes, para nos ajudar.

Ficamos até 23:30h da terça-feira no Barradao aguardando o clube levantar os 50 mil reais que Escudero pediu de Luvas, mas não se chegou a um acordo com uma empresa que faria o patrocínio master.

Ao sair do Barradao, informamos a Escudero, no jantar, que cederíamos a nossa comissão de 22 mil reais a ele para que pudesse assinar o contrato, algo que ele concordou e fechamos ali o negócio, já que ele insistia em receber o dinheiro das Luvas na assinatura, se mostrando intransigente neste ponto.

Na quinta-feira, pela manhã, o presidente solicitou que ele fosse ao clube assinar contrato e resolver o registro com Mário Silva, pois Escudero havia perdido a sua Carteira de Trabalho.

Todavia, o atleta ao conversar com o presidente se chateou em saber que o clube só tinha condições de pagar a comissão (que seria nossa) em 2 parcelas de 11 mil reais, 1 na assinatura do contrato e outra no final do mês e, por conta própria, se retirou da sala e foi embora para o Hotel, sem sequer nos consultar a respeito, utilizando as redes sociais para divulgar que havia desistido do negócio.

Agora, numa atitude desrespeitosa e antiprofissional, quer colocar a culpa do seu insucesso no negócio no clube e nos intermediários.

Sabíamos desde o início que o negócio poderia acontecer ou não e, infelizmente, as partes não chegaram a um acordo.

Vida que segue.

Atenciosamente,

Salvador Soccer

(Rafael Carvalho, Jorge Wagner e Raphael Pitombo)"

Fonte: https://globoesporte.globo.com/ba/futebol/noticia/amadorismo-ou-desacerto-entre-meia-e-agentes-confira-as-versoes-dos-envolvidos-no-caso-escudero.ghtml

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