Amadeu reconhece que não foi feliz em troca de Capa por Nickson: "Tiro saiu pela culatra"

Amadeu reconhece feliz troca

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Aqui você fica sabendo das notícias publicadas nos quatro maiores sites esportivos do Estado da Bahia, confira abaixo o que acabou de sair na mídia.

Melhores momentos de Vitória 0 x 0 Operário-PR pela 18ª rodada da Série B do Campeonato Brasileiro

O Vitória empatou sem gols com o Operário-PR na tarde deste sábado e deixou o gramado sob vaias da torcida. Apesar de não perder há quatro jogos, desde a chegada do técnico Carlos Amadeu, o Rubro-Negrou empatou as duas últimas partidas que disputou em casa e perdeu a chance de se afastar da parte de baixo da Série B do Campeonato Brasileiro. Neste sábado, o time fez um bom primeiro tempo, mas caiu de rendimento na etapa final. [Confira acima os melhores momentos da partida]

As vaias ao final da partida contrastam com o bom início de jogo do Vitória, que criou chances claras de gols, mas não conseguiu marcar. No intervalo, Amadeu surpreendeu com a entrada do meia Nickson no lugar do lateral Capa, em uma mudança que fez Chiquinho voltar para a lateral. A tentativa não surtiu efeito, e o Nickson acabou recebendo vaias da torcida. Após o jogo, o técnico Carlos Amadeu explicou a alteração e reconheceu que ela não deu resultado esperado.

– A gente entrou com um time que conseguiu ter controle melhor do jogo do que nas partidas anteriores, que era nosso grande objetivo. Criamos quatro grandes oportunidades no primeiro tempo. A gente teve controle de jogo, quatro grandes oportunidades. No finalzinho do jogo, a ansiedade, perdeu ali um pouco do controle do jogo. No intervalo, ideia era transformar time mais ofensivo, trazendo o Chiquinho de volta para a esquerda.

– Capa estava bem, não foi uma substituição técnica, mas estratégica, com o Nickson, para aproveitar o apoio do Chiqunho. O tiro saiu pela culatra. Fui chamado de burro. Mas isso faz parte do contexto. Tentei acertar, tentei transformar o time em mais ofensivo. Reconheço que não fui feliz na substituição.

– Tem vezes em que somos felizes, os jogadores respondem bem. As coisas não andaram como eu gostaria. Assumo a responsabilidade. A gente perdeu um pouco. Nickson só melhorou no jogo quando foi para o meio, quando eu tirei Lucas. As outras substituições foram normais, sem nenhum problema. Wesley estava bem também, tecnicamente. A ideia foi colocar dois avantes para a gente poder ter mais jogadas pelos lados. E alinhar os dois avantes, que foi como ganhamos dois jogos. Voltamos à questão dos dois avantes. Wesley, naquele momento, nos 15 minutos iniciais do segundo tempo, sumiu um pouco. Mas não foi uma substituição técnica. Foi estratégia, para transformar o time com dois centroavantes – continua Amadeu.

O técnico do Vitória também explicou as outras mudanças feitas na equipe, mesmo quando vinha de resultado positivo. Para o jogo deste sábado, o treinador promoveu a entrada de Jordy Caicedo no lugar de Anselmo Ramon, além dos retornos de Wesley e Chiquinho nas vagas de Thiaguinho e Ruy.

– O que é jogar bem? Ganhar? A gente jogou bem defensivamente. A gente controlou o adversário sem a bola. A gente não teve a bola nos jogos que a gente venceu. Hoje tivemos a bola no primeiro tempo e tivemos chances de gols, quatro chances. Nós jogamos bem e tivemos chances para fazer o gol e tivemos controle do jogo. Eu tenho a lucidez que os dois jogos em que não tive controle, venci o jogo. Então tenho que dar um jeito, estou me virando sem treinar, dando um jeito para botar os dois para jogarem juntos.

O treinador do Vitória também avaliou o desempenho dos jogadores da base do Vitória que entraram no decorrer do jogo e não foram bem, casos de Nickson e Eron. Amadeu diz que as vaias foram justas, porém pediu apoio aos jogadores.

– Eu diria a toda a torcida do Vitória que o Vitória renasce, nos anos 90, pela sua formação de base. Renasce através dos seus atletas da base. A torcida sempre foi muito tolerante com jogadores da base, sempre incentivou, raramente vi o torcedor do Vitória vaiar um atleta da base. Isso, ao longo dos anos, foi se transformando. É natural que jogadores com mais tempo no clube e que sofreram com quedas e resultados não tão expressivos, que a torcida exija mais. A torcida teve exigência grande com Ramon, e hoje ele tem até o apoio da torcida. Hoje a gente viu a torcida, de forma justa, pegar no meu pé por uma substituição do Nickson, ele não foi bem tecnicamente. Assumo a responsabilidade pela entrada dele. Poderia ter substituído ele e não o fiz, porque não vou fazer isso com um jovem, que é ativo do clube, que tem potencial, e que, mais à frente, vai estar recuperado e o torcedor vai aplaudir. Foi justa a vaia. O torcedor quer performance. O momento dele não foi de performance. Mas tenho certeza que ele vai conseguir. Peço apoio a todos os atletas. Se a gente ver que o atleta não quer ou não tem condições, é outra coisa. Mas ele tem grande potencial, passou por todas as categorias de base do Vitória. Teve convocações para a seleção por mérito. Hoje está vivendo um momento de busca por reconquista de espaço. Com tolerância, a gente pode conseguir. Acho que fui infeliz, sobretudo, porque coloquei ele de lado. Quando ele veio para dentro, melhorou.

Com o empate, o Vitória chegou ao quarto jogo seguido sem derrota e sem sofrer gols. Porém, a equipe caiu para a 15ª posição, com 19 pontos, próximo da zona de rebaixamento (ainda aguarda o desfecho da rodada). O time volta a campo na próxima terça-feira, contra o Coritiba, no Couto Pereira.

Vitória empatou com o Operário-PR no Barradão — Foto: Letícia Martins/ECV

Confira outros trechos da entrevista coletiva de Carlos Amadeu:

Poderia ter colocado Thiaguinho no jogo?

– Poderia. Fiquei justamente no dilema entre um e outro. Fiz opção pelo Eron porque o histórico dele tem um número de gols muito maior no clube e na seleção brasileira de base. Ele foi artilheiro nas principais competições do Brasil. Isso me fez levar a entrada dele. E Eron teve uma chance crucial no último lance do jogo. Se faz, ele seria o herói. Temos que ter equilíbrio para não ir para o herói, nem o vilão. Ele tem entrado e respondido muito positivamente.

Conversou com diretoria sobre reforços?

– Tive essa conversa com a direção. Durante o transcurso, conversamos.

Anselmo Ramon e Jordy Caicedo juntos

– Os dois jogaram juntos no primeiro jogo, no segundo e no terceiro e no quarto. A diferença é que, no terceiro e no quarto, eles não saíram jogando juntos. Jordy já caiu hoje mais para o lado. É uma tentativa de adaptar para que os dois possam jogar com um avante e ele fazendo o lado do campo, porque tem muita velocidade, explorando as costas do adversário.

Defesa sem sofrer gols

– Acho que a gente ainda tem muito a evoluir. A gente teve hoje maior controle, mas precisa ser mais efetivo. Ter controle, passes mais fortes, que incomodem mais o adversário. E que seja mais agressivo na marcação. O que aconteceu no segundo tempo? Observamos muito o adversário com a bola. Precisamos ser mais agressivos, porque isso vai gerar o erro do adversário. E o adversário vai dar bola e passamos a jogar. Estou conhecendo o elenco dentro da competição. Praticamente treinei três dias no primeiro momento e quatro dias para o segundo jogo. Tive seis, sete dias de treino, e aí um dia é de recuperação, outro é véspera de jogo… Através de conversa, 10 a 15 minutos de trabalho um dia antes do jogo, vídeos… Porque não tem tempo. E estou percebendo evolução. Os jogadores são extremamente solícitos a informação. Estão assimilando o trabalho. Estancamos uma questão defensiva muito grave, o número de gols do Vitória, em 13 jogos, 26 gols lavados. Hoje temos quatro jogos sem levar gols. A gente tem que olhar o lado positivo, o crescimento da reequipe, a entrega. Ver quais as nossas dificuldades e atacar para que possamos evoluir. Não sei se é o time ideal, se é a escalação ideal. Estamos em busca dela.

Mudança de postura do time nos dois tempos do jogo

– É bom salientar que houve esse sofrimento, mas resultou em uma chance real de gol para o adversário, aquela bola no travessão, a única chance real. A gente tentou subir a marcação, e os nossos volantes foram bem no campo adversário. Deixaram os joagdores entre linhas, entre a linha de quatro e o meio. Quando subiu, a gente precisava fechar o lado oposto, o que Nickson não conseguiu fazer, e ficou com um buraco grande nesse setor. Eles entravam, puxaram o contra-ataque, e a gente conseguia controlar isso. Depois, os outros jogadores conseguiam retomar. A gente tomou sustos, mas a bola não chegou no nosso goleiro. Ele não fez nenhuma defesa. Em contrapartida, mesmo no segundo tempo, inferior ao primeiro, a gente teve três chances claras de gol. Se tivéssemos feito 50%, 40%, estaríamos dizendo que fizemos um bom jogo.

Fonte: https://globoesporte.globo.com/ba/futebol/times/vitoria/noticia/amadeu-reconhece-que-nao-foi-feliz-em-troca-de-capa-por-nickson-tiro-saiu-pela-culatra.ghtml


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